top of page

É possível obter indenização por danos morais e custeio de tratamento psicológico por violência psicológica sem ter registrado Boletim de Ocorrência ou Medida Protetiva?

  • Foto do escritor: Dr. David Jacob OAB/RS 107.013
    Dr. David Jacob OAB/RS 107.013
  • há 20 horas
  • 6 min de leitura

Sim, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJ/DF) confirmou que a violência psicológica no relacionamento gera obrigação de pagar danos morais e ressarcir o custeio de tratamento psicológico e psiquiátrico da ex-companheira, sendo desnecessário apresentar boletim de ocorrência ou requerer medida protetiva de urgência quando houver prova técnica, como perícia psicológica e depoimentos.


  • Autonomia da Esfera Cível: A reparação por violência psicológica independe de processo criminal ou boletim de ocorrência.


  • Cobertura de Saúde Mental: O réu deve arcar com danos morais e reembolsar o tratamento psiquiátrico da ex-parceira.


  • Liquidação por Comprovação: O valor do tratamento é apurado na fase de liquidação de sentença mediante relatórios e notas fiscais.


Precisa de um Advogado para Divórcio? Nós podemos te ajudar!

Se você vivencia um relacionamento sufocado por humilhações, manipulação constante ou isolamento, entenda que a dor emocional não é invisível para a Justiça, que hoje garante indenização e tratamento médico sem exigência de agressão física.


Como o TJ/DF caracteriza a violência psicológica no âmbito do Direito de Família e da Responsabilidade Civil?


A violência psicológica é configurada pelo controle sistemático, humilhação e manipulação emocional que deterioram a saúde mental da companheira. No julgamento do TJ/DF, a 2ª Turma Cível estabeleceu que a violência psicológica viola os direitos fundamentais da personalidade. Atitudes repetitivas de manipulação emocional, desqualificação e restrição da liberdade da ex-companheira geram abalo psíquico grave. Na prática do Direito de Família, esse desgaste ultrapassa o mero aborrecimento e gera o dever legal de reparação por danos morais com base no Código Civil.


Por que a ausência de Boletim de Ocorrência ou Medida Protetiva não impede a condenação por Danos Morais?


A responsabilidade civil é independente da esfera penal, permitindo comprovação do dano por meios estritamente cíveis e periciais. Muitas mulheres hesitam em procurar a Justiça por não terem registrado denúncia na Polícia. No entanto, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios fixou que a prova da violência psicológica pode ser construída no próprio processo cível. O receio ou a paralisia emocional da vítima em não registrar um boletim de ocorrência é compreendido pelo juízo e não anula o direito de pedir indenização financeira e tratamento médico.


Quais são as provas aceitas para demonstrar o abalo à saúde mental e o abuso emocional no processo?


Mensagens registradas, laudos de terapeutas assistentes, depoimentos e perícia judicial formada por psicólogos constituem provas válidas. Para estruturar o pedido contra o ex-companheiro, utiliza-se a perícia psicológica judicial conjugada com provas do cotidiano. Áudios de aplicativos de mensagem, e-mails intimidatórios, relatórios de psicólogos que já atendiam a vítima e depoimentos de testemunhas presenciais mostram com clareza o nexo de causalidade entre as atitudes abusivas e a necessidade de tratamento psiquiátrico.


Como funciona o ressarcimento do custeio dos tratamentos psicológico e psiquiátrico da ex-companheira?

O ressarcimento exige a apresentação de laudos médicos indicativos e notas fiscais das consultas durante a fase de liquidação de sentença. A condenação ao custeio de tratamento psicológico e psiquiátrico não consiste em uma quantia fixa e arbitrária dada de imediato. Conforme decisão do TJ/DF, a reparação ocorreu por meio de reembolso na fase de liquidação de sentença. A ex-companheira apresenta as prescrições médicas, o plano terapêutico e os comprovantes de despesas para ser ressarcida dos valores despendidos na restauração de sua saúde psíquica.


Por que os processos de violência psicológica e indenização no Direito de Família tramitam em segredo de Justiça?

O segredo de justiça é a imposição legal para resguardar a intimidade, a privacidade e a imagem das partes e da família. Por envolver detalhes íntimos do relacionamento e diagnósticos médicos pessoais, a ação tramita sob rigoroso segredo de justiça (Art. 189 do CPC). Isso garante que relatórios de perícia psicológica, mensagens trocadas e depoimentos fiquem restritos apenas às partes e aos advogados constituídos, protegendo a ex-companheira de qualquer exposição pública indesejada.


A Visão Técnica do Advogado Especialista Dr. David Jacob Advogado especialista em Direito de Família e Responsabilidade Civil, sócio fundador do escritório Martins, Jacob & Ponath, Sociedades de Advogados


Vejo de perto no escritório a angústia de mulheres que chegam acreditando que, por não terem marcas físicas ou um boletim de ocorrência, não possuem direitos. No dia a dia forense, a constatação é clara: o agressor costuma usar teses de defesa alegando meros "desentendimentos do casal". Contudo, a jurisprudência consolidada do TJ/DF demonstra que a prova técnica do dano emocional desmorona essa narrativa evasiva. Com atuações em Novo Hamburgo, na serra em Igrejinha, em todo o Rio Grande do Sul e no atendimento nacional 100% digital, orientamos a recolha criteriosa de provas digitais e prontuários para assegurar a indenização por danos morais e o ressarcimento do tratamento psiquiátrico.



FAQ - Perguntas Frequentes

1. O que caracteriza a violência psicológica no casamento ou união estável? 

Qualquer ação sistemática de humilhação, controle, isolamento social, chantagem emocional e desqualificação que cause prejuízo à saúde psíquica da mulher.

Sim. O TJ/DF definiu que a ausência de Boletim de Ocorrência não impede a condenação por danos morais na esfera cível. 

A vítima realiza as sessões prescritas e junta as notas fiscais no processo para ser reembolsada na fase de liquidação de sentença.

Prints de conversas, áudios, e-mails, depoimentos de testemunhas, laudos médicos prévios e o laudo da perícia psicológica judicial.

Sim. A medida protetiva pode ser requerida para afastar o agressor enquanto a ação de indenização corre na vara cível/família.

O prazo geral de prescrição é de 3 (três) anos, contados a partir da cessação do abuso ou do diagnóstico do trauma psíquico.

O processo cível com realização de perícia costuma durar entre 1 e 3 anos, a depender do ritmo da vara judicial.

Sim, o escritório Martins, Jacob & Ponath atende clientes em todo o território nacional através do atendimento jurídico digital.

O valor é estipulado pelo juiz considerando a gravidade dos abusos, o impacto emocional e as condições financeiras das partes.

Não. Por tramitar em segredo de justiça, apenas as partes do processo e seus advogados têm acesso aos autos.


Somos um escritório de advocacia especializado em Direito de Família!

Áreas de atuação no Direito de Família:


  • Pacto antenupcial

  • Divórcio consensual

  • Divórcio extrajudicial

  • Divórcio litigioso

  • Investigação de paternidade

  • Pensão alimentícia

  • Pedido de guarda compartilhada

  • Regulamentação de visitas

  • Partilha de bens

  • Inventário judicial

  • Inventário extrajudicial

  • Testamento

  • Doação

  • Adoção

  • Separação conjugal

  • União estável

  • Dissolução de união estável

  • Reconhecimento de união estável

  • Exoneração de pensão

  • Revisão de pensão

  • Revisional de alimentos

  • Separação casal

  • Abandono de lar

  • Alteração de regime de bens

  • Execução de pensão alimentícia

  • Ação de bens sonegados


Entre em contato com um especialista em Direito de Família agora!

Os nossos advogados especializados em Direito de Família podem te atender de forma presencial ou online pelo telefone WhatsApp:



O assunto não se esgota aqui, existe farta discussão jurídica sobre o tema, por isso, procure sempre um advogado... Ligue agora clicando aqui!!!

Temos nota 5 no Google, a maior avaliação possível. Confiança reconhecida pelos nossos clientes. A satisfação de quem já contou com nossos serviços reforça o compromisso da Martins, Jacob & Ponath Sociedade de Advogados com um atendimento jurídico técnico, transparente e humanizado.


Confira as avaliações dos nossos escritórios no Google:



Dica:

Procure sempre um advogado...


#ViolenciaPsicologica #DanosMorais #DireitoDeFamilia #TJDF #RelacionamentoAbusivo #SaudeMental #DireitosDaMulher #AdvocaciaEspecializada #MartinsJacobPonath #DavidJacob #Jurisprudencia #CusteioPsicologico #TratamentoPsiquiatrico #SegredoDeJustica #PericiaPsicologica #SemBO #NexoCausal #ReparacaoCivil #ViolenciaDomestica #LeiMariaDaPenha #DireitoCivel #AdvogadoNovoHamburgo #AdvogadoIgrejinha #AtendimentoBrasil #ProcessoCivel #AbusoEmocional #Gaslighting #Humilhacao #ControleEmocional #IndenizacaoPorDanosMorais #LiquidacaoDeSentenca #ProtecaoAAMulher #DireitoProcessualCivel #AdvocaciaHumanizada #NovoHamburgo #Igrejinha #RioGrandeDoSul #AdvogadoOnline #ConsultoriaJuridica #DireitoDaMulher #RecuperacaoEmocional #Terapia #Psiquiatria #JusticaPorEles #TribunalDeJustica #DecisaoJudicial #AcaoIndenizatoria #ProcessoJudicial #DireitoEJustica #SuporteJuridico


Artigo Escrito por:

Dr. David Jacob OAB/RS 107.013, Advogado especialista em Direito do Trabalho, Processo Civil, Direito Empresarial, Direito de Família e Sucessões, Direito do Consumidor, Direito Condominial e Direito Bancário. Dr. Roberto Ponath OAB/RS 109.507, advogado especialista em Direito Imobiliário e Urbanístico, Direito Penal, Direito de Família e Sucessões. Sócios fundadores da Martins, Jacob & Ponath – Sociedade de Advogados OAB/RS 8611, escritório reconhecido pela atuação técnica, estratégica e humanizada, sendo referência regional e avaliado com nota máxima de 5 estrelas. Rua Gomes Portinho, 17 - Sala 302, Centro, Novo Hamburgo - RS Rua Santa Catarina, 653, Bom Pastor, Igrejinha - RS 51 98200-4157 

Comentários


Advogados especialistas em Direito Previdenciário Direito Trabalhista Direito Imobiliário Direito de Família em Novo Hamburgo
  • Youtube
  • Instagram
  • Ícone do Linkedin Branco
  • Ícone do Facebook Branco

Precisa de orientação jurídica?

logo Martins, Jacob & Ponath Sociedade de Advogados Especialistas em Novo Hamburgo, Igrejinha e região
Whatsapp de Advogado Especialista em Direito Previdenciário, Trabalhista, Imobiliário, Família em Novo Hamburgo, Igrejinha

Nilza Martins​​ Sócia-Fundadora | Advogada inscrita sob a OAB/RS 110.562

David Jacob​ Sócio-Fundador | Advogado inscrito sob a OAB/RS 107.013

Roberto Ponath ​​Sócio-Fundador | Advogado inscrito sob a OAB/RS 109.507

© Todos os direitos reservados - Martins, Jacob & Ponath Sociedade de Advogados OAB / RS 8611

bottom of page