Ausência de FGTS e Rescisão Indireta: direitos do trabalhador diante da falta de depósito do FGTS reconhecida pela Justiça do Trabalho
- Martins, Jacob & Ponath

- há 20 horas
- 7 min de leitura
A ausência de FGTS é uma das irregularidades trabalhistas mais graves e mais pesquisadas por trabalhadores quando percebem que algo está errado na relação de emprego, justamente porque esse problema afeta diretamente a segurança financeira e jurídica do empregado. Muitos trabalhadores só descobrem a irregularidade ao consultar o extrato do fundo ou quando precisam sacar valores após a demissão.
Nesse momento, surge a insegurança: será que a empresa pode deixar de depositar? Isso gera indenização? Posso pedir a rescisão indireta? Quais são meus direitos trabalhistas? A boa notícia é que a Justiça do Trabalho vem reconhecendo de forma cada vez mais firme que a falta de depósito do FGTS configura descumprimento grave das obrigações do empregador, podendo justificar a rescisão indireta do contrato de trabalho,, inclusive com reconhecimento antecipado quando há prova documental clara.

Este artigo foi elaborado de forma estratégica, com explicações completas, objetivas e claras sobre os direitos do trabalhador, consequências jurídicas, provas necessárias e medidas legais cabíveis diante da ausência de recolhimento do FGTS.
Ausência do FGTS: o que significa juridicamente e por que é uma irregularidade grave
A ausência de FGTS ocorre quando o empregador deixa de realizar os depósitos mensais obrigatórios na conta vinculada do trabalhador, conforme determina a legislação trabalhista. Esse depósito não é opcional, não depende de solicitação do empregado e deve ser feito regularmente durante todo o vínculo empregatício. Do ponto de vista jurídico, a falta de depósito do FGTS representa descumprimento contratual grave, pois viola diretamente um direito fundamental do trabalhador previsto em lei. O FGTS funciona como garantia financeira e social, protegendo o empregado em situações como demissão sem justa causa, doença grave, aquisição de imóvel e aposentadoria.
Entre os termos mais buscados relacionados ao tema estão:
Ausência do depósito do FGTS
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Falta de recolhimento do FGTS
Irregularidade no FGTS trabalhista
Quando a empresa deixa de cumprir essa obrigação, não se trata apenas de uma falha administrativa, mas de uma conduta que compromete a estabilidade econômica do trabalhador e pode gerar responsabilização judicial.
Rescisão indireta por falta de FGTS: quando o trabalhador pode encerrar o contrato com direitos
A rescisão indireta por falta de FGTS é uma medida legal que permite ao trabalhador encerrar o contrato de trabalho quando o empregador comete faltas graves que tornam inviável a continuidade do vínculo empregatício. Na prática, é como se fosse uma justa causa aplicada ao empregador, garantindo ao trabalhador todos os direitos de uma demissão sem justa causa. A ausência reiterada de depósitos do FGTS demostra quebra da confiança contratual e descumprimento das obrigações legais essenciais, o que autoriza judicialmente o reconhecimento da rescisão indireta. A jurisprudência trabalhista consolidada já entende que a falta de recolhimento do FGTS é uma das infrações mais relevantes praticadas pelo empregador, especialmente quando ocorre de forma contínua.
Além disso, a análise judicial considera fatores como:
Frequência de irregularidade
Período sem depósito
Prejuízo financeiro ao trabalhador
Conduta reiterada do empregador
Documentação comprobatória
Reconhecimento da rescisão indireta em tutela antecipada: proteção imediata ao trabalhador
Uma evolução importante nas decisões judiciais é o reconhecimento da rescisão indireta em tutela antecipada quando há prova documental robusta da ausência de FGTS. Isso significa que o juiz pode conhecer a gravidade da situação antes mesmo da audiência inicial, garantindo proteção mais rápida ao trabalhador.
Essa medida tem sido aplicada principalmente quando:
Há extrato do FGST comprovando ausência de depósitos
O vínculo empregatício ainda está ativo
Existe risco financeiro ao trabalhador
A irregularidade é evidente e prolongada
Nesse contexto, a Justiça do Trabalho entende que obrigar o trabalhador a permanecer em um emprego com irregularidades graves viola princípios de dignidade, segurança jurídica e proteção social. O entendimento segue a linha consolidada do Tribunal superior do Trabalho, que reconhece a gravidade do descumprimento das obrigações contratuais pelo empregador.
Direitos do trabalhador quando há ausência de depósito do FGTS
Quando a rescisão indireta por ausência de FGTS é reconhecida judicialmente, o trabalhador passa a ter direito a todas as verbas rescisórias equivalentes à demissão sem justa causa. Isso é um ponto extremamente relevante e muito buscado em pesquisas jurídicas trabalhista.
Entre os principais direitos estão:
Saldo de salário
Aviso prévio de indenizado
Férias vencidas e proporcionais com adicional de 1/3
Décimo terceiro salário proporcional
Multa de 40% sobre o FGTS
Liberação do saque do FGTS
Habilitação no seguro-desemprego
Eventuais indenizações trabalhistas
A ausência de recolhimento do FGST também pode gerar a obrigação de pagamento dos valores não depositados com correção monetária e juros, aumentando significativamente o montante devido ao trabalhador.
Como identificar a falta de recolhimento do FGTS e verificar irregularidades trabalhistas
A verificação da ausência de FGTS é simples e pode ser feita por qualquer trabalhador de forma periódica. No entanto muitas pessoas não possuem o hábito de acompanhar seus depósitos mensais, o que facilita a ocorrência de irregularidades prolongadas.
Os meios mais utilizados para consulta incluem:
Aplicativo oficial do FGST
Extrato analítico do FGTS
Atendimento em agências bancárias
Plataformas digitais da Caixa Econômica Federal
Entre as situações mais comuns que os trabalhadores relatam e pesquisam na internet estão:
Meses sem depósito do FGST
Depósitos menores que o salário real
Ausência total de depósitos durante o contrato
Empresa que regulariza apenas após a ação judicial
Esse cenários são mais frequentes do que se imagina e demostram a importância da fiscalização constante por parte do empregado.
Provas necessárias em ações trabalhista por ausência de FGTS
A comprovação da falta de depósito do FGTS costuma ser objetiva e baseada principalmente em documentos oficiais, o que fortalece significativamente a ação judicial trabalhista
As provas mais relevantes incluem:
Extrato completo do FGTS
Carteira de trabalho
Contracheques e holerites
Contrato de trabalho
Registros de vínculo empregatício
O extrato do FGTS é considerado uma das provas mais fortes, pois demostra de forma direta se houve ou não cumprimento da obrigação legal pelo empregador. Por isso, ele é frequentemente utilizado como fundamento para pedidos de tutela antecipada e rescisão indireta.
Consequências jurídicas para empresa que não depositaram o FGTS
A ausência de depósito do FGTS pode gerar diversas consequências legais para o empregador, que vão além da simples regularização dos valores atrasados. Trata-se de uma infração trabalhista que pode resultar em condenações judiciais, multas, indenizações e reconhecimento da rescisão indireta.
Entre as principais consequências estão:
Condenação ao pagamento dos depósitos atrasados
Multa de 40% sobre o FGTS
Encargos legais e correção monetária
Indenização por danos ao trabalhador
Fiscalização e penalidades administrativas
Além disso, a falta de recolhimento do FGTS pode impactar negativamente a reputação da empresa e aumentar o risco de ações trabalhistas, especialmente quando a irregularidade atinge vários funcionários.
Por que buscar orientação jurídica especializada em casos de ausência de FGTS
A análise de rescisão indireta por falta de FGTS exige reconhecimento técnico, estratégia processual, e avaliação detalhada da documentação trabalhista. Cada caso possui particularidades que podem influenciar diretamente no reconhecimento judicial nos direitos do trabalhador.
Um acompanhamento jurídico especializado permite:
Análise completa do estrato do FGTS
Verificação de irregularidade contratuais
Definição da melhor estratégia legal
Pedido de tutela antecipada
Proteção integral dos direitos trabalhistas
A atuação estratégica evita erros comuns, como pedido de demissão precipitado ou falta de produção de provas adequadas, situações que podem gerar prejuízos financeiros e jurídicos ao trabalhador.
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FAQ - Perguntas Frequentes
1. A empresa pode deixar de depositar o FGTS?
Não. O depósito do FGTS é obrigação legal mensal do empregador e não pode ser ignorado ou substituído.
2. O que acontece se a empresa não depositar o FGTS?
O empregador pode ser obrigado a pagar os valores atrasados com correção, multa e ainda responder a ação trabalhista.
3. Posso pedir a rescisão indireta por falta de FGTS?
Sim. A ausência reiterada de depósitos pode justificar a rescisão indireta com direito a todas as verbas rescisórias.
4. Quais direitos recebo na rescisão indireta por ausência de FGTS?
Você recebe saldo de salário, aviso prévio, 13º, férias + 1/3, multa de 40% do FGTS, saque do fundo e seguro-desemprego.
5. Como saber se meu FGTS está sendo depositado corretamente?
A consulta pode ser feita pelo aplicativo oficial do FGTS ou pelo extrato analítico da conta vinculada.
6. A falta de alguns meses de FGTS já gera rescisão indireta?
Depende do caso concreto, mas a ausência reiterada e comprovada costuma ser considerada falta grave.
7. A empresa pode regularizar o FGTS depois e evitar o processo?
Mesmo que regularize, o trabalhador pode buscar judicialmente direitos decorrentes da irregularidade.
8. Existe prazo para cobrar FGTS não depositado?
Sim. O trabalhador deve respeitar os prazos prescricionais da Justiça do Trabalho para não perder valores.
9. Preciso sair do emprego para pedir a rescisão indireta?
Não necessariamente. O ideal é buscar orientação jurídica antes de tomar qualquer decisão.
10. É necessário advogado para entrar com ação por falta de FGTS?
Não é obrigatório, mas a atuação de advogado especialista aumenta a segurança e as chances de êxito.
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