Suspensão da CNH e bloqueio de cartões por dívida de pensão alimentícia: o que a decisão do TJ-SC revela sobre os seus direitos
- Martins, Jacob & Ponath

- há 2 dias
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A pensão alimentícia é um dos temas mais buscados no Google quando o assunto envolve direito de família, especialmente em situações de atraso, cobrança judicial e consequências legais. A recente decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina reforça uma tendência importante no Judiciário brasileiro: a adoção de medidas mais rigorosas para garantir o cumprimento dessa obrigação. Ao manter a suspensão da CNH e o bloqueio de cartões de crédito, o Tribunal deixou claro que a inadimplência prolongada não será tolerada.

Neste artigo, você vai entender de forma clara, objetiva e aprofundada como funciona a execução da pensão alimentícia, quais são as consequências para quem não paga, e como a Justiça vem atuando para proteger quem depende desse valor.
Pensão alimentícia e sua importância judicial e social
A pensão alimentícia possui natureza essencial, pois está diretamente ligada à sobrevivência e ao desenvolvimento de quem a recebe. Diferente de outras dívidas civis, ela não pode ser tratada como algo secundário, justamente porque envolve direitos fundamentais, principalmente de crianças e adolescentes. No Brasil, a legislação estabelece que a pensão alimentícia deve ser fixada com base em dois critérios principais: a necessidade de quem recebe e a possibilidade de quem paga. Quando ocorre o não pagamento, a Justiça entende que há uma violação grave, por isso impacta diretamente a qualidade de vida do beneficiário. Por esse motivo, os mecanismos de cobrança são mais rígidos do que outros tipos de dívidas.
Execução de pensão alimentícia: como funciona na prática
A execução de pensão alimentícia é o processo judicial utilizado para cobrar valores que não foram pagos. Inicialmente o Judiciário utiliza medidas tradicionais para tentar localizar valores ou bens do devedor, como:
Bloqueio de contas bancárias via Sisbajud
Restrição de veículos por meio do Renajud
Investigação patrimonial com ferramentas como Sniper
Quando essas tentativas não resultam na recuperação do crédito, o juiz pode adotar medidas mais severas. Foi exatamente o que ocorreu no caso analisado pelo TJ-SC, onde ficou comprovado que o devedor não apresentava proposta de pagamento e mantinha uma postura de resistência prolongada.
Medidas atípicas na cobrança de pensão alimentícia
As chamadas medidas atípicas na execução de pensão alimentícia tem ganhado cada vez mais destaque no cenário jurídico. Elas são utilizadas quando os meios tradicionais não são suficientes para garantir o pagamento da dívida. Previstas no artigo 139, inciso IV, do Código de Processo Civil, essas medidas permitem ao juiz adotar providências alternativas, desde que respeitem critérios como proporcionalidade e razoabilidade. Entre as mais comuns, destacam-se:
Suspensão da CNH
Bloqueio de cartões de crédito
Restrição de passaporte
Limitação de acesso a crédito
No caso analisado, o Tribunal deixou claro que essas medidas não possuem caráter punitivo, mas sim coercivo, ou seja, servem para pressionar o cumprimento da obrigação.
Suspensão da CNH por dívida de pensão alimentícia
A suspensão da CNH por dívida de pensão alimentícia é uma das medidas que mais geram dúvidas e repercussão. Muitas pessoas acreditam que essa prática é ilegal, mas a realidade é diferente. O entendimento atual dos tribunais é que essa medida é valida, desde que não comprometa de forma desproporcional a vida do devedor. No caso julgado pelo TJ-SC, foi destacado que não havia comprovação que a CNH era essencial para o trabalho do executado. Além disso, a Justiça considerou que o direito de locomoção não foi totalmente impedido, já que existem outros meios de transporte disponíveis.
Bloqueio de cartão de crédito como medida coerciva
O bloqueio de carões de crédito por dívida de pensão alimentícia também foi considerado válido pelo Tribunal. Essa medida tem como objetivo limitar o acesso ao consumo e incentivar o pagamento da obrigação. A Lógica aplicada pelo Judiciário é bastante clara: se o devedor possui capacidade de consumo por meio de crédito, mas não cumpre o pagamento da pensão alimentícia, há um desequilíbrio que precisa ser corrigido.
Baixa renda e o dever de pagar pensão alimentícia
Um dos pontos mais importantes da decisão foi o afastamento da justificativa de baixa renda como motivo para o não pagamento da pensão alimentícia. A Justiça entende que, mesmo diante de dificuldades financeiras o devedor deve buscar meios legais para justificar o valor da obrigação. Isso é feito por meio da chamada ação revisional de alimento. O que não é permitido é simplesmente deixar de pagar, sem qualquer medida judicial. Esse comportamento é visto como descumprimento deliberado da obrigação. e pode gerar consequências mais severas.
Entendimento do STJ sobre medidas atípicas (Tema 1137)
O Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento sobre o uso de medidas atípicas por meio do Tema 1137, que estabelece critérios claros para sua aplicação. De acordo com o STJ, essas medidas devem respeitar:
Subsidiariedade (uso após esgotar os meios tradicionais)
Proporcionalidade
Razoabilidade
Fundamentação adequada
No caso analisado, todos esses requisitos foram observados, o que reforça a legalidade da decisão.
Consequências do não pagamento da pensão alimentícia
O não pagamento da pensão alimentícia pode gerar diversas consequências
legais, muitas delas bastante severas. Entre as principais, destacam-se:
Prisão civil por dívida alimentar
Protesto da dívida em cartório
Inclusão em órgãos de proteção ao crédito
Penhora de bens e valores
Aplicação de medidas atípicas
Na prática, o que se observa com maior frequência é o acúmulo de dívida ao longo do tempo, muitas vezes sem qualquer tentativa de regularização, o que agrava ainda mais a situação do devedor.
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FAQ - Perguntas Frequentes
1. Quem não paga pensão pode perder a CNH?
Sim. A Justiça pode determinar a suspensão da CNH como medida coercitiva para obrigar o pagamento da pensão alimentícia.
2. É legal bloquear cartão de crédito por dívida de pensão?
Sim. O bloqueio pode ser autorizado pelo juiz quando outras formas de cobrança não funcionam.
3. Quantos meses de atraso de pensão pode dar prisão?
Geralmente, o atraso de até 3 meses recentes pode levar à prisão civil do devedor.
4. Posso ser preso por não pagar pensão alimentícia?
Sim. A prisão civil é uma das medidas previstas na lei para garantir o pagamento.
5. Desempregado precisa pagar pensão alimentícia?
Sim. A obrigação continua, sendo necessário pedir revisão judicial do valor.
6. Como diminuir o valor da pensão alimentícia?
Por meio de uma ação revisional, comprovando mudança na situação financeira.
7. O que acontece se eu não pagar pensão alimentícia?
Pode haver prisão, bloqueio de bens, negativação e aplicação de medidas como suspensão da CNH.
8. A Justiça pode bloquear contas bancárias por pensão?
Sim. O bloqueio via Sisbajud é uma das primeiras medidas utilizadas.
9. Quem recebe pensão pode cobrar valores atrasados?
Sim. É possível executar judicialmente os valores não pagos.
10. Medidas como a suspensão da CNH são punição?
Não. São medidas coercitivas para forçar o cumprimento da obrigação.
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David Jacob, Advogado OAB RS 107.013 Martins, Jacob & Ponath Sociedade de Advogados Rua Gomes Portinho, 17 - Sala 302, Centro, Novo Hamburgo - RS Rua Santa Catarina, 653, Bom Pastor, Igrejinha - RS 51 98200-4157





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