Assédio moral no trabalho: como identificar, provar e quais são seus direitos
- Martins, Jacob & Ponath

- há 21 horas
- 6 min de leitura
O assédio moral no trabalho é uma realidade que afeta milhares de trabalhadores todos os anos e está entre os temas mais pesquisados por quem enfrenta problemas no ambiente profissional. Expressões como humilhação no trabalho, perseguição do chefe, pressão psicológica no emprego, ambiente de trabalho toxico, dano moral trabalhista e direitos do trabalhador assediado estão cada vez mais presentes nas buscas, que demostra a dimensão do problema.
Muitas vítimas demoram a reconhecer que estão sofrendo assédio moral no trabalho, pois o abuso costuma ser disfarçado de "cobrança", "perfil da empresa" ou "jeito do gestor". No entanto quando a conduta ultrapassa o limite do respeito e passa a afetar a dignidade, a saúde mental e a estabilidade emocional do trabalhador, estamos diante de uma violação grave de direitos.

Neste artigo, você vai entender de forma clara como identificar o assédio moral, como provar, quais são os direitos trabalhistas, quando há indenização por dano moral e por que a orientação de um advogado especialista pode ser decisiva.
O que é assédio moral no ambiente de trabalho?
O assédio moral no ambiente de trabalho é caracterizado por comportamentos abusivos, repetitivos e intencionais que expõem o trabalhador a situações constrangedoras, humilhantes ou desgastantes. Não se trata de um fato isolado, mas de um conjunto de atitudes que desestabilizam a vítima ao longo do tempo.
A prática fere diretamente a dignidade da pessoa humana, princípio garantido pela Constituição Federal, além de violar o direito a um ambiente de trabalho saudável e respeitoso.
O abuso ocorre de diferentes formas:
Assédio moral vertical: quando parte de superiores hierárquicos
Assédio moral horizontal: entre colegas
Assédio moral organizacional: quando a própria cultura da empresa estimula pressão excessiva, medo e constrangimento
O elemento central do assédio moral do trabalho é o ataque à dignidade do empregado, gerando desgaste psicológico, perda de autoestima e sofrimento emocional.
Situações mais comuns de assédio moral no trabalho
Entre os comportamentos mais relatados por trabalhadores e frequentemente reconhecidos pela Justiça, destaca-se
Humilhações públicas e exposição ao ridículo
Gritos e tratamento agressivo diante de colegas
Perseguição profissional contínua
Ameaças frequentes de demissão
Desqualificação constante do trabalho realizado
Metas abusivas impostas como forma de pressão psicológica
Isolamento do trabalhador no ambiente profissional
Distribuição de tarefas impossíveis ou inúteis para provocar erro
Essas práticas são típicas de ambiente de trabalho tóxico e podem gerar adoecimento emocional, afastamentos médicos e até incapacidade temporária para o trabalho.
Diferença entre cobrança de resultado e assédio moral
Empresas têm o direito de exigir desempenho e produtividade, mas essa cobrança deve ocorrer dentro de limites legais e éticos. O problema surge quando a cobrança é feita de maneira ofensiva, desproporcional e com intenção de constranger.
A cobrança legítima é profissional, objetiva e respeitosa. Já o assédio moral no trabalho envolve humilhação, desvalorização pessoal, exposição negativa e pressão psicológica excessiva.
Quando o foco deixa de ser o trabalho e passa a atingir a pessoa do trabalhador, sua dignidade e integridade emocional, a situação se torna ilegal.
Como reunir provas do assédio moral no trabalho
A prova é um dos pontos mais importantes em casos de assédio moral no trabalho. A Justiça do Trabalho reconhece o abuso quando há elementos que demonstram a repetição da conduta e seus efeitos.
Entre as provas mais relevantes estão:
Mensagens, e-mails e conversas com conteúdo ofensivo
Registros de reuniões ou áudios de conversas das quais o trabalhador participou
Testemunhas que presenciaram as situações
Atestados médicos, laudos psicológicos ou psiquiátricos
Documentos internos que demonstrem perseguição, advertências injustas ou avaliações distorcidas
Anotações pessoais com datas e descrição dos fatos
Esses elementos ajudam a comprovar a existência do assédio moral no trabalho e o impacto causado à vítima.
O que a lei diz sobre assédio moral no trabalho
O ordenamento jurídico brasileiro protege o trabalhador contra o assédio moral no trabalho por meio de diferentes normas.
1- A Constituição Federal garante a dignidade da pessoa humana e a proteção à honra e à imagem.
2- A CLT impõe ao empregador o dever de manter um ambiente de trabalho seguro e saudável.
3- O Código Civil assegura a reparação por danos morais.
4- A jurisprudência dos tribunais trabalhistas consolida o entendimento de que o assédio gera responsabilidade da empresa. Quando o empregador permite, ignora ou incentiva práticas abusivas, pode ser condenado judicialmente.
Indenização por assédio moral e rescisão indireta
A vítima de assédio moral no trabalho pode ter direito à indenização por dano moral, que tem a finalidade de compensar o sofrimento causado e punir a conduta da empresa.
O valor da indenização varia conforme:
Gravidade do abuso
Duração da exposição
Consequências para a saúde do trabalhador
Condição econômica do empregador
Em situações mais graves, é possível solicitar a rescisão indireta, que permite ao trabalhador encerrar o contrato recebendo verbas como se tivesse sido demitido sem justa causa.
Impactos do assédio moral na saúde do trabalhador
O assédio moral no trabalho está diretamente ligado ao adoecimento mental. Diversos casos envolvem afastamentos por ansiedade, depressão, síndrome de burnout, crises de pânico e insônia.
O sofrimento psicológico decorrente de humilhações constantes afeta a vida pessoal, familiar e social da vítima, reforçando o direito à reparação judicial.
Quando procurar um advogado trabalhista
Buscar orientação jurídica personalizada é essencial ao perceber os primeiros sinais de assédio moral no trabalho. O advogado pode avaliar a situação , orientar sobre a melhor forma de reunir provas, analisar a possibilidade de indenização e ingressar com ação trabalhista.
A atuação rápida aumenta as chances de sucesso e evita a perda de provas importantes.
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Se você enfrenta situações como constrangimentos constantes, cobranças humilhantes, ameaças frequentes de demissão, exposição ao ridículo ou qualquer forma de desrespeito no ambiente profissional, fale com quem é especialista em direito do trabalhador e evite prejuízos à sua saúde, à sua carreira e à sua estabilidade financeira.
FAQ - Perguntas Frequentes
1. O que é assédio moral no trabalho?
É a prática repetitiva de humilhações, constrangimentos ou pressões abusivas que ferem a dignidade do trabalhador.
2. Como provar assédio moral no trabalho?
Com mensagens, e-mails, testemunhas, gravações, documentos e laudos médicos que demonstrem o abuso e seus efeitos.
3. Quais atitudes caracterizam assédio moral?
Humilhações públicas, gritos, perseguição, metas abusivas, isolamento e ameaças constantes de demissão.
4. Uma bronca do chefe é assédio moral?
Não, se for respeitosa e profissional; vira assédio quando há humilhação, exposição ou repetição abusiva.
5. Posso gravar meu chefe para provar assédio?
Sim, é permitido gravar conversa da qual você participa para usar como prova.
6. Assédio moral dá direito a indenização?
Sim, quando comprovado o abuso e o dano sofrido pelo trabalhador.
7. A empresa é responsável pelo assédio moral?
Sim, se o empregador praticou, permitiu ou não impediu o comportamento abusivo.
8. Assédio moral pode gerar rescisão indireta?
Pode, permitindo ao trabalhador sair com direitos de demissão sem justa causa.
9. Assédio moral causa afastamento pelo INSS?
Sim, quando gera problemas psicológicos como ansiedade, depressão ou burnout.
10. Quando procurar um advogado trabalhista?
Ao perceber repetição de humilhações, perseguições ou pressão psicológica no trabalho.
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David Jacob, Advogado OAB RS 107.013 Martins, Jacob & Ponath Sociedade de Advogados Rua Gomes Portinho, 17 - Sala 302, Centro, Novo Hamburgo - RS Rua Santa Catarina, 653, Bom Pastor, Igrejinha - RS 51 98200-4157





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