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Atraso no pagamento de salário: entenda seus direitos e saiba como agir

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    Martins, Jacob & Ponath
  • há 19 horas
  • 6 min de leitura

O atraso no pagamento de salário é uma das situações mais delicadas na relação de trabalho. O salário é verba de natureza alimentar, essencial para garantir moradia, alimentação, transporte, educação e o cumprimento de compromissos financeiros básicos. Quando a empresa não paga dentro do prazo legal, o impacto é imediato e profundo.


Além do prejuízo financeiro, o atraso salarial pode gerar insegurança, instabilidade emocional e comprometimento da dignidade do trabalhador. Por isso, a legislação trabalhista trata o pagamento pontual como uma das principais obrigações do empregador.


Acidente de trabalho: Quais são os direitos do trabalhador?

Neste artigo, você entenderá de forma clara e objetiva o que caracteriza o atraso no pagamento de salário, quais são os direitos do trabalhador, quando é possível pedir rescisão indireta, se cabe indenização por danos morais e quais medidas jurídicas podem ser adotadas.


O que caracteriza o atraso no pagamento de salário segundo a lei


O atraso no pagamento de salário ocorre quando o empregador deixa de efetuar o pagamento até o quinto dia útil do mês subsequente ao trabalhado, conforme determina a legislação trabalhista. Esse prazo não é facultativo. Ele representa obrigação legal. O descumprimento, mesmo que por poucos dias, já configura irregularidade. É importante compreender que:


  • O salário tem natureza alimentar

  • O pagamento pontual é obrigação essencial do contrato de trabalho

  • O risco da atividade econômica é do empregador

  • Dificuldades financeiras não afastam a obrigação de pagar


Quando o atraso ocorre de forma reiterada, a situação pode ser considerada falta grave da empresa, abrindo espaço para medidas judiciais mais amplas.


Direitos do trabalhador em caso de atraso no pagamento de salário


O atraso no pagamento de salário pode gerar diversos efeitos jurídicos, dependendo da frequência e da gravidade da conduta.

Entre os principais direitos estão:


  • Recebimento do valor integral devido

  • Atualização monetária dos salários atrasados

  • Incidência de juros legais

  • Multas previstas em convenção coletiva

  • Possibilidade de indenização por danos morais

  • Pedido de rescisão indireta


A Justiça do Trabalho analisa o contexto de cada caso. Um atraso isolado pode ter consequências diferentes de atrasos sucessivos ao longo de vários meses.

Quando o descumprimento se torna habitual, a proteção jurídica ao trabalhador tende a ser mais robusta.


Rescisão indireta por atraso no pagamento de salário


A rescisão indireta é uma medida judicial que ocorre quando o empregador comete falta grave, tornando inviável a continuidade do contrato. O atraso no pagamento de salário, quando frequente ou prolongado, pode caracterizar essa falta grave.

Se reconhecida pela Justiça, a rescisão indireta garante ao trabalhador os mesmos direitos de uma demissão sem justa causa, incluindo:


  • Aviso-prévio

  • 13º salário proporcional

  • Férias proporcionais acrescidas de 1/3

  • Multa de 40% sobre o FGTS

  • Liberação do FGTS

  • Seguro-desemprego


A avaliação sobre o cabimento da rescisão indireta exige análise técnica. Não existe número fixo de meses na lei; o que importa é a gravidade e a repetição da conduta.


Atraso salarial e indenização por danos morais

O atraso no pagamento de salário pode gerar indenização por danos morais quando ultrapassa o mero inadimplemento contratual e atinge a dignidade do trabalhador.

A Justiça costuma analisar:


  • Frequência do atraso

  • Tempo total de inadimplência

  • Impacto financeiro sofrido

  • Existência de constrangimento ou exposição


Quando o atraso compromete a subsistência do trabalhador, gera endividamento severo ou situações de extrema dificuldade, pode haver reconhecimento de dano moral. A indenização não é automática, mas é possível quando demonstrado que houve prejuízo relevante à dignidade da pessoa.


Crise financeira da empresa não justifica atraso salarial

A empresa não pode justificar o atraso no pagamento de salário com base em dificuldades financeiras. O princípio jurídico é claro: o risco da atividade econômica pertence ao empregador. Problemas administrativos, queda de faturamento ou reorganizações internas não transferem ao empregado a responsabilidade pelo pagamento. O descumprimento dessa obrigação pode gerar:


  • Condenação judicial

  • Pagamento de juros e correção

  • Multas previstas em normas coletivas

  • Reconhecimento de rescisão indireta


Atraso no pagamento de salário e irregularidades no FGTS

Em muitos casos, o atraso no pagamento de salário vem acompanhado da ausência de depósito do FGTS. O não recolhimento do FGTS reforça o descumprimento contratual e pode ser elemento relevante em eventual ação trabalhista.

É recomendável que o trabalhador:


  • Consulte regularmente o extrato do FGTS

  • Verifique a regularidade dos depósitos

  • Guarde comprovantes de pagamento e extratos bancários


Quando há múltiplas irregularidades, a situação se torna juridicamente mais grave.


Como funciona a ação trabalhista por atraso no pagamento de salário

Quando a empresa não regularizou o pagamento voluntariamente, o trabalhador pode ingressar com ação trabalhista. Na ação por atraso no pagamento de salário, podem ser pleiteados:


  • Salários atrasados

  • Correção monetária

  • Juros legais

  • Multas convencionais

  • Reconhecimento de rescisão indireta

  • Indenização por danos morais (quando cabível)


A organização de documentos é fundamental para o sucesso da demanda. Holerites, extratos bancários e contrato de trabalho são provas importantes. A condução estratégica do processo é determinante para proteger os direitos do trabalhador e reduzir riscos.


Consequências jurídicas para a empresa que atrasa salários

O atraso no pagamento de salário pode gerar impacto significativo para o empregador. Entre as possíveis consequências estão:


  • Aumento do passivo trabalhista

  • Condenações judiciais sucessivas

  • Bloqueios judiciais de valores

  • Multas e encargos adicionais


Empresas que reiteradamente atrasam salários acumulam riscos jurídicos e financeiros relevantes.


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A Martins, Jacob & Ponath, Sociedade de Advogados atua de forma especializada em direito do trabalho, com foco em atraso no pagamento de salário, rescisão indireta, cobrança de verbas trabalhistas e indenização por danos morais decorrentes de descumprimento contratual.


O escritório realiza análise individual da situação financeira da empresa, histórico de pagamentos, documentos contratuais e provas de atraso, buscando decisões justas, equilibradas e alinhadas ao entendimento atual dos tribunais trabalhistas, protegendo os direitos do trabalhador e evitando prejuízos futuros.


A atuação é estratégica e técnica, com avaliação detalhada das provas, definição da melhor estratégia processual e esclarecimento transparente sobre riscos e possibilidades reais do caso.


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FAQ - Perguntas Frequentes

1. Quantos dias a empresa pode atrasar o salário?

O salário deve ser pago até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado; após isso já há atraso ilegal.

2. Atraso no pagamento de salário dá direito a indenização?

Pode dar direito, especialmente se o atraso for frequente ou causar prejuízos graves ao trabalhador.

3. Posso pedir demissão por atraso de salário?

O ideal é pedir a rescisão indireta na Justiça, pois assim você pode receber os mesmos direitos da demissão sem justa causa.

4. A empresa pode atrasar salário por dificuldade financeira?

Não. O risco da atividade econômica é do empregador, e a crise não justifica o atraso.

5. Atraso salarial gera multa automática?

Não há multa automática na CLT, mas pode haver multa prevista em convenção coletiva da categoria.

6. Posso parar de trabalhar se o salário estiver atrasado?

Não é recomendável sem orientação jurídica, pois pode gerar alegação de abandono de emprego.

7. Atraso no salário afeta o FGTS?

Pode afetar, especialmente se a empresa também deixar de fazer os depósitos mensais obrigatórios.

8. Preciso de advogado para processar a empresa por atraso salarial?

Não é obrigatório, mas é altamente recomendável para garantir estratégia correta e proteção dos seus direitos.

9. Quantos meses de atraso justificam a rescisão indireta?

Não há número fixo na lei; a Justiça analisa a gravidade e a frequência dos atrasos.

10. Posso cobrar juros e correção sobre salário atrasado?

Sim, os valores podem ser atualizados com correção monetária e juros legais.



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David Jacob, Advogado OAB RS 107.013 Martins, Jacob & Ponath Sociedade de Advogados Rua Gomes Portinho, 17 - Sala 302, Centro, Novo Hamburgo - RS Rua Santa Catarina, 653, Bom Pastor, Igrejinha - RS 51 98200-4157

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