Usucapião no cartório pode travar por discordância de parente?
- Dr. Roberto Ponath OAB/RS 109.507

- há 20 horas
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Não. Se a oposição apresentada pelo parente ou herdeiro for considerada infundada pelo Oficial do Cartório de Registro de Imóveis, por tratar de assuntos alheios aos requisitos da posse, e ele não recorrer no prazo legal de 10 dias, a impugnação é rejeitada definitivamente na esfera administrativa, permitindo que a usucapião extrajudicial continue seu trâmite normal.
Oposição infundada não paralisa o procedimento: Alegações genéricas ou sem provas concretas trazidas por parentes podem ser descartadas diretamente pelo oficial registrador.
Prazo de recurso de 10 dias: Caso o impugnante não apresente recurso após o indeferimento motivado da sua contestação, a decisão torna-se final no cartório.
Segurança e continuidade: O descarte da contestação infundada não concede automaticamente o imóvel, mas garante que o procedimento prossiga para a verificação regular dos requisitos legais.

A impugnação de parentes paralisa o processo de usucapião extrajudicial?
Não necessariamente. A usucapião extrajudicial, regulamentada pelo artigo 216-A da Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/1973), foi criada para desburocratizar a regularização imobiliária no Brasil. Contudo, é muito comum que, ao receberem a notificação do cartório, parentes ou herdeiros dos antigos proprietários apresentem impugnações puramente emocionais ou sem embasamento jurídico. A 1ª Vara de Registros Públicos de São Paulo reafirmou que o Oficial do Cartório possui autonomia para analisar o mérito administrativo da contestação (Dúvida 1014463-13.2026.8.26.0100). Se a alegação for estranha aos requisitos da usucapião (como meras disputas familiares não comprovadas) e o parente não recorrer da rejeição em 10 dias, o caso não precisa ser remetido ao Judiciário, prosseguindo no próprio cartório.
Quais alegações de herdeiros podem ser consideradas infundadas pelo cartório?
Alegações genéricas ou destituídas de provas documentais. Em geral, herdeiros tentam barrar a usucapião alegando que o imóvel foi ocupado por "mera permissão ou tolerância". No entanto, para que essa tese tenha validade, não basta apenas declarar o descontentamento: é necessário provar a existência de contratos de comodato, cobranças de aluguel ou notificações prévias de desocupação. Quando a contestação se limita a inconformismos familiares sem respaldo probatório, o Oficial de Registro de Imóveis tem o dever fundamentado de rejeitar a impugnação por ser infundada. Isso evita que o direito legítimo de quem cuida e possui o imóvel há décadas seja refém de chantagens ou desavenças de herdeiros.
Qual é o prazo para o impugnante recorrer da decisão do oficial registrador?
O prazo é de exatamente 10 dias corridos. Assim que o oficial rejeita a impugnação de forma motivada, a parte que contesta é intimada da decisão e tem o prazo de dez dias para interpor recurso administrativo. Se o herdeiro deixar o prazo transcorrer sem apresentar manifestação, a rejeição torna-se definitiva no âmbito extrajudicial. Com isso, supera-se o obstáculo e o procedimento retoma seu fluxo regular de análise documental.
A rejeição da impugnação significa que a usucapião foi concedida?
Não. A rejeição da contestação significa apenas que o obstáculo criado pela oposição foi afastado. Superada a impugnação, o cartório prossegue com a conferência rigorosa de todos os demais requisitos previstos em lei:
Tempo de posse contínua e pacífica conforme a modalidade pleiteada.
Apresentação da ata notarial lavrada por tabelião de notas.
Planta e memorial descritivo assinados por profissional habilitado e confrontante.
Certidões negativas de distribuidores cíveis da comarca do imóvel e do domicílio do requerente.
Como proceder se o cartório enviar o processo injustamente ao juiz?
Deve-se peticionar ao juiz corregedor solicitando a extinção da dúvida e a devolução ao cartório. Em alguns casos, cartórios por excesso de cautela remetem o procedimento para a vara judicial mesmo após a rejeição definitiva da oposição. Nesses cenários, a atuação estratégica de um especialista faz toda a diferença para demonstrar ao juiz que a remessa foi indevida, obtendo a extinção do incidente e fazendo o processo retornar ao cartório para conclusão rápida.
A Visão Técnica e Prática do Advogado Especialista Dr. Roberto Ponath, especialista em Direito Imobiliário e Urbanístico e sócio da Martins, Jacob & Ponath Sociedade de Advogados
"Vejo de perto o pavor de clientes que chegam ao escritório dizendo: 'Doutor, meu tio descobriu que dei entrada na usucapião e disse que vai travar tudo no cartório'. A realidade do balcão de registro de imóveis nos mostra que grande parte dessas oposições é puro farfalhar sem prova. No escritório, a nossa constatação é clara: não basta o parente dizer 'não concordo'. Se a fundamentação for frágil, nós provocamos o Oficial a rejeitar a impugnação liminarmente. Sabendo conduzir o procedimento no Registro de Imóveis de Novo Hamburgo, Igrejinha ou em qualquer comarca do Rio Grande do Sul e do Brasil, garantimos que o direito de propriedade do possuidor de boa-fé não seja refém de intrigas de herdeiros."
FAQ - Perguntas Frequentes
1. O que acontece se um parente discordar da usucapião no cartório?
Se a oposição for infundada e desprovida de provas, o oficial do cartório pode rejeitá-la. Não havendo recurso em 10 dias, o processo segue normalmente no cartório.
2. É obrigatório ter advogado para fazer usucapião em cartório?
Sim, a presença de advogado ou defensor público é requisito obrigatório determinado pelo art. 216-A da Lei de Registros Públicos.
3. Qual a decisão da 1ª Vara de Registros Públicos de SP sobre o tema?
A decisão (Dúvida 1014463-13.2026.8.26.0100) fixou que a rejeição motivada de oposição infundada sem recurso da parte torna a decisão definitiva na esfera administrativa, impedindo a remessa automática ao juiz.
4. Quanto tempo dura uma usucapião extrajudicial?
Em média entre 6 e 12 meses, sendo substancialmente mais rápida que a via judicial, que pode levar de 3 a 5 anos.
5. E se a oposição do herdeiro for fundamentada com documentos?
Havendo controvérsia real e insanável sobre a posse, o oficial remeterá o caso ao juiz competente para julgamento na via judicial.
6. Quem paga os custos da usucapião no cartório?
O requerente da usucapião é responsável pelos emolumentos cartorários e honorários técnicos de topografia e advocacia.
7. Qual o prazo de recurso para a impugnação rejeitada no cartório?
O prazo legal é de 10 dias para interposição de recurso administrativo.
8. Posso fazer usucapião extrajudicial se o proprietário falava que deixava eu morar?
Mera permissão ou tolerância não gera usucapião, porém isso precisa ser provado por quem alega.
9. O atendimento do escritório atende minha cidade?
Atendemos presencialmente na Região Metropolitana e Encosta da Serra do RS (Novo Hamburgo, Igrejinha) e via atendimento digital em todo o Brasil.
10. Como iniciar a regularização do meu imóvel com segurança?
O primeiro passo é realizar uma análise documental da matrícula e das certidões de posse com um advogado imobiliário especialista.
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Dr. Roberto Ponath OAB/RS 109.507, advogado especialista em Direito Imobiliário e Urbanístico, Direito Penal, Direito de Família e Sucessões. Sócio fundador da Martins, Jacob & Ponath – Sociedade de Advogados OAB/RS 8611, banca reconhecida pela atuação estratégica e técnica, sendo referência regional e avaliada com nota máxima de 5 estrelas. Rua Gomes Portinho, 17 - Sala 302, Centro, Novo Hamburgo - RS Rua Santa Catarina, 653, Bom Pastor, Igrejinha - RS 51 99757-2426





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